AUTORES

Janeiro 23 2015

O HOMEM SANDWICH  

O João Alberto era um dos muitos sem-abrigo que vivia numa grande cidade, vida para a qual foi arrastado por insânia, por má fortuna, talvez e também por “amor ardente” a alguém, miscelânea que tendo começado por um grande atraso cultural, culminou numa grande indolência. Apesar disso, um dia, começou a ficar saturado daquela vida sórdida e mesquinha, e começou a dar tratos à cabeça como seria possível sair dela. Ele gostaria de trabalhar. Mas, agora, quem o aceitaria? Mais por pessimismo que por inteligência, reconhecia que não tinha instrução, tinha passado a não ter robustez para trabalhos pesados, e, olhando por si abaixo, viu bem que nem sequer tinha roupa que lhe permitisse ir oferecer-se a um centro de emprego. Havia muito tempo que não se via a um espelho, mas se reparasse na imagem que de si lhe davam algumas montras ou vidraças por onde de vez em quando passava, ainda mais esmagado se sentiria. Na verdade, barba hirsuta, face magra e esquálida, não o recomendavam para nada nem a ninguém, infundindo, mesmo, receios ou suspeitas. De pensamento em pensamento, acabou por concluir que nem sequer para pedir tinha habilidade. Vivia muito alheio ao mundo circundante, mas tinha ouvido dizer, uma vez por outra, que os mendigos, grande parte deles se não todos, viviam bem, e se continuavam na pedinchice já não era por necessidade, mas porque era rendoso. Mas ele, não! Já em tempos tinha tentado, mas sem qualquer resultado animador, porque sempre se embaraçava e retraía. Todos se afastavam! Todas as portas fechadas!

Enquanto cogitava, um dia, encontrou casualmente um comparsa de vida, homem que lhe tinha dito ser conhecido por Chico da Eira. Tinha desaparecido havia bastante tempo, mas eis que voltava, não feito fidalgo mas de melhor aspecto, mais corado e mais nutrido.

À pergunta espantada de João Alberto, ele respondeu com um sorriso, parecendo muito satisfeito:

– Ora, estive preso! Vi um homem sair do Banco e meter à pressa uma carteira com dinheiro no bolso de trás das calças. Pareceu-me fácil roubar-lhe a carteira. Mas por azar meu não foi, o homem não ia tão preocupado e distraído como me pareceu, deu por ela, agrediu-me e eu defendi-me, armou-se burburinho, fui logo preso por roubo e agressão. E foram seis meses para cima do lombo!

–Parece que te fizeram bem – disse o Alberto – a tua cara está mais cheia e o lombo maior!

– Parece que sim.

– E então que vais agora fazer?

– Sei lá! Nada! Peço aqui, peço acolá, vou à sopa dos pobres, até um dia, quando for para o hospital, para a morgue, o que calhar…

– Ou para a cadeia – disse a rir-se o Alberto.

– Sei lá! Talvez… talvez… o diabo não é tão feio como o pintam – respondeu o Chico, que se afastou sem mais conversas, parecendo querer mostrar que, apesar de tudo, preferia a sua vida de vadiagem.

 

O João Alberto continuou a matutar. Nunca lhe tinha passado pela cabeça a ideia de roubar. E se ele fizesse o mesmo? Não! porque… um dia, deu um involuntário encontrão num transeunte, e este, olhando para ele, disse: ó porcalhão, há por aí balneários, porcalhão! e vê lá se tens cuidado a andar na rua! Outro transeunte que passava muito perto e ouviu o primeiro, disse-lhe por sua vez: olhe que vale mais ser porcalhão que ladrão! O outro ouviu e não retrucou, principalmente porque viu que aquilo era uma alusão a ele ser reconhecido como carteirista. No dia seguinte, João Alberto casualmente encontrou o seu defensor, que o informou disso mesmo, e, então, até se sentiu superior. Ser ladrão? Nunca! Já tinha verificado que não tinha habilidade para pedir. Ficou a pensar que nem sequer podia pensar em roubar. Nada feito, nenhuma saída, a não ser continuar na sua vida de agora, esperando a ida “para o hospital, para a morgue, o que calhar”… conforme tinha dito o Chico da Eira.

Mas enganou-se. Em certo fim de tarde, em que ele deambulava a vasculhar o lixo do dia, à procura de alguma coisa para comer ou, pelo menos, umas pontas de cigarro e cartões ou jornais para lhe servirem de lençóis e cobertores, alguém se acercou dele e lhe disse:

– Preciso de falar consigo.

João Alberto ficou alvoroçado. Quem era o homem? Que queria ele? Ficou mesmo assustado, talvez mais do que ficaria um cidadão da “gente fina” se fosse ele, João, a ter, junto desse cidadão, aquela iniciativa.

Mas o tal não se apercebeu ou fingiu não ver o constrangimento dele, e continuou:

– Quer trabalhar para mim? Preciso de si para ser o meu “homem-sandwich”.

– Homem quê?! Que é isso?

– Quero que você ande pelas ruas da cidade com dois cartazes de anúncios, um pendente do peito e outro das costas, seguros nos ombros. Tenho uma casa de penhores, compro e vendo relógios, ouro e joias, e quero fazer publicidade. Não é preciso sabedoria. Anda, anda pela cidade nas ruas mais movimentadas, quando estiver cansado descansa a sentar-se em qualquer lado, só com a preocupação de ter sempre os cartazes bem visíveis. Ora veja bem – concluiu o empresário a querer convencer e a amenizar o assunto – é um serviço tão fácil que mesmo quando está a descansar está a trabalhar!

– E quanto me paga por isso?

– Dou-lhe dez euros por dia, de Segunda a Sábado.

– SÓóóó?!!

– Acha pouco? Você anda por aí ao Deus dará sem ganhar nenhum! Mas olhe, se quiser trabalhar também ao Domingo, dou-lhe por cada Domingo vinte euros. E além disso vamos aqui combinar uma coisa. Tenho nas traseiras da minha casa um quarto jeitoso para si. Enquanto estiver ao meu serviço, vai lá pousar os cartazes e fica no quarto. E além disso, convém você melhorar um pouco essa cara e essa roupa. Vai ter um bom lavatório, e também lhe posso dar um fato, calças e casaco, que está por lá arrumado. Você é da minha altura, e de certeza que lhe serve. Então, ainda quer mais?

O João Alberto ficou por momentos indeciso, mas conseguiu lobrigar a mudança de vida em que tinha vindo a pensar. Pessimista, pelas muitas privações e desenganos que já tinha sofrido, aceitou sem entusiasmo a proposta que lhe faziam. Até achou melhor não retrucar a respeito do peso dos cartazes, porque, rápido em deduções como raras vezes teria sido, pensou: se eu não aguentar o serviço, desisto e se não ganho também não trabalho - fico a lucrar o fato; o homem não me vai mandar para a morgue por causa disso, e se me puser na cadeia a coisa não é assim tão má, o Chico da Eira teve sorte em ter estado preso aquele tempo todo.

Dois dias depois, era o primeiro dia de trabalho como “homem-sandwich”. Lá andava ele de cartazes publicitários, um pouco melhorado em todo o seu aspecto. Desde logo teve a satisfação de verificar que aguentava bem o peso dos cartazes. Não eram tabiques de madeira pesados como imaginara, mas cartões duros e consistentes, devidamente escrevinhados. O patrão estava a ser amigo, deu-lhe uns cigarros, e até lhe disse que se chovesse, se abrigasse em qualquer sítio. Mas nunca choveu, e Alberto chegava ao fim do seu dia cansado mas satisfeito. Comia melhor do que lhe era habitual, fumava com maior prazer e de vez em quando permitia-se o luxo de um copito de vinho e um café.

Ao fim de dois meses, o patrão deu por finda a sua campanha publicitária. Prometeu que no próximo Verão …talvez …talvez eu o chame outra vez, creio que não tem razão de queixa e então nessa altura conversamos.

 

Logo a seguir, Alberto regressou ao seu habitat, à sua anterior rotina de “sem abrigo”, e depressa ficou sujo de cara, de unhas e de mãos. Ninguém mais lhe deu trabalho e, enquanto não ficou sujo de roupa, o Chico da Eira e dois ou três compinchas mais conhecidos, olhavam-no de soslaio e com sorrisos trocistas. Voltou a ter fome, voltou a vasculhar ao fim do dia o lixo da cidade. Num desses dias, às sete horas da tarde, hora de encerramento de quase todos os estabelecimentos comerciais, o Alberto, remexendo o lixo dos recipientes, reparou que estava muito perto de uma grande joalharia da firma MACHADO & MOUTAS, LDª. Enquanto foi “homem-sandwich” ia comer uma sopa e pouco mais a uma tasca e, casualmente, perto de si, esteve de certa vez alguém que se referiu ao sr. Jorge Machado homem muito rico, na prática o único proprietário, na Rua da Bemposta, de um grande estabelecimento de joalharia, relojoaria, e outro, portas pegadas, de óculos e instrumentos de precisão, patrão de mais de trinta empregados. Como se isso fosse pouco, havia junto destes estabelecimentos uma grande farmácia, com gerência e propriedade de um seu filho. A conversa não era nada com ele, mas o Alberto ouviu quase tudo, compreendeu quase tudo, e até ficou a saber que o tal Sr. Jorge era pessoa muito considerada na cidade e dava generosos donativos a várias instituições de benemerência e de projecção social. Ora, naquele dia, Alberto ainda não tinha ingerido nada a calar o estômago, e no dia anterior tinha sido quase a mesma coisa. Num impulso, venceu o acanhamento que normalmente sentia no momento de pedir, e dirigiu-se ao Sr. Jorge Machado, que estava a fechar as suas contas enquanto três empregados estavam na tarefa de encerrar os estabelecimentos.

Quando os empregados viram o Alberto entrar pelas portas adentro, logo suspenderam o serviço e ladearam o patrão como que a querer defendê-lo. Por sua vez, este ficou alarmado e logo vociferou a brandir o machado do seu nome.

– Que quer você daqui !!

– Desculpe, Sr. Jorge, eu ainda não comi nada hoje, tenho andado a matar a fome com copos de água. Agradecia me desse alguma coisa para eu ir comer uma sopa.

– Estou cheio de ouvir essa cantilena! Vá mas é trabalhar!

– E o senhor me arranja? Ainda não há muito tempo trabalhei para um penhorista, mas o serviço acabou e…

– Para um penhorista? Vê-se logo que está a mentir! Pode lá ser! Esses tipos são uns cretinos e uns agiotas!

– É verdade, Sr. Jorge! Sabe, até por ter trabalhado para ele dois meses, perdi por agora o direito à sopa dos pobres. Foram dizer à directora da cantina que eu já trabalhava, que já vivia bem, que ganhava muito, e desarriscaram o meu nome, porque eu enquanto ganhei algum não apareci. Agora a tal directora está de férias, e quem lá está diz que não me pode resolver nada enquanto ela não vier. É por isso que não tenho comido quase nada e ando cheio de fome. Por favor…

– É…é …eu vou mesmo averiguar isso! – voltou a interromper o Sr. Jorge Machado – Olhe, vá-se embora que não há nada para ninguém.

– Oh, Sr. Jorge! – disse o Alberto pungentemente – o senhor não me quer dar nada para uma sopa?, o senhor, um homem que costuma ser tão bolsa aberta para várias obras!!

– Como sabe disso?! Olha…olha!… agora deu-lhe para a engraixice! Ora vá-se lá embora! Se você tivesse asas, eu dava-lhe uns litros de gasolina para voar bem depressa daqui!

João Alberto não teve outro remédio. Retirou-se cabisbaixo. Não se sabe no que ficou a pensar, só se sabe que a violência da decepção e da afronta lhe fez deixar de ter fome por algum tempo.

 

Algumas horas depois, já bem de madrugada, um enorme estrondo ecoou na Rua da Bemposta – alguém tinha atirado contra a vidraça da farmácia um pesado bloco de pedra, paralelepípedo que por perto estava nas obras inacabadas da estrada. Eram muito poucos os transeuntes, mas não foi difícil apanhar o meliante daquela proeza, que pouco parecia querer fugir. A Polícia foi célere a chegar e logo o prendeu – era o João Alberto, que, uma vez preso, não ofereceu qualquer resistência.

– Homem! Que raio de coisa fez você? Que queria você da farmácia?

– Nada!

– Nada?! Você é maluco ou quê? Não vê que desgraça a sua vida?

– Talvez não. Não quero roubar ninguém. Tenho fome. Só quero que me tirem a fome.

O polícia não percebeu nada.

– Mas que diabo de ideia foi essa de assaltar uma farmácia a uma hora em que havia ainda gente a circular, e começar logo a fugir?

– Escolhi essa farmácia por saber que para os donos o prejuízo pouco ou nada conta.

O polícia continuou a não perceber nada.

Dormiu nos calabouços da Polícia e foi julgado por uma juíza, mulher relativamente jovem, que também não percebeu nada, vendo nele apenas um meliante que por vingança estourou uma montra. Aplicou-lhe dez meses em cima do lombo.

 

Quando na cadeia deixou de ter fome e lhe deram um catre com cobertores para dormir, compreendeu porque o Chico da Eira tinha ficado mais corado e nutrido. João Alberto sorriu de satisfação. Relembrou o encontro com o Sr. Jorge Machado, mas já não sentiu o novelo de angústia que a conversa lhe tinha causado. Pelo contrário, sentiu-se sereno e até feliz. O seu golpe tinha dado o resultado pretendido. Mas o melhor de tudo, era que tinha descoberto um novo ciclo de vida. Ele há tantos rebos e de todos os tamanhos, ele há tantas montras e de bons estabelecimentos!...

30 de Set.2014

laurindo.barbosa@gmail.com

publicado por Fri-luso às 09:28

Novembro 08 2014

 

 joli tube

 

PARABÉNS POR ANIVERSÁRIO DE UM LEITOR ANIVERSARIANTE

 

PREZADO LEITOR

 

Comemore o seu aniversário. Não se faça de esquecido de uma data que lhe deve ser querida. Poucos anos ou muitos, desde que haja uns restos de saúde que o permita, deve sentir alegria e, em qualquer caso, dar graças a Deus por aquilo que tem, incluindo a possibilidade de os celebrar, num dia que deve ser através dos anos um dia bem-vindo e inesquecível.

 

Comemore, mas não sozinho, com alguns amigos. Se for rico, convoque os seus amigos para um “copo d’água” com alguns doces; se for pobre, chame ao menos um amigo e comemore com um copo de vinho e uma talisca de bacalhau com broa. Porque na vida, “a única verdade é amar” (Raoul Follereau). E comemorar os anos com os amigos, é amar os amigos, é amar-se a si próprio, é a amar a vida e Aquele que no-la deu.

 

E também é uma maneira de espalhar perfume e, até, poesia na vida. Porque a vida não é só a realidade dura que às vezes nos faz sofrer. É também a consoladora poesia que dimana do Bem e do Amor.

 

Eu, numa tentativa de lhe dar perfume e poesia pelo seu aniversário, ofereço-lhe este texto que espero seja persuasivo, texto ornado de umas flores, donde pode extrair o perfume que quiser, conforme o seu estado de espírito na aceitação em seguir o que lhe digo, e de ver nele a poesia de que lhe falo.

 

Desejos de saúde e longa vida, com amistosos cumprimentos do nosso blog e também meus como seu colaborador.                                  

                                         laurindo.barbosa@gmail.com

publicado por Fri-luso às 18:07

Novembro 08 2014

PROBABILIDADES

Todos sabemos que se numa saca tivermos 6 bolas brancas e 6 bolas pretas, devidamente misturadas, a possibilidade de tirar à sorte uma bola branca é igual à de tirarmos uma bola preta. Ou melhor, como se dirá em linguagem matemática, a probabilidade de tirar uma bola branca é igual à probabilidade de tirar uma bola preta - em ambos os casos a probabilidade é, em termos numéricos, 6/12 , ou ½, ou ainda 50%.

Se, porém, no mesmo total de 12 bolas, houvesse apenas 3 bolas brancas, a probabilidade de sair uma bola branca já seria menor – seria 3/12, ou ¼ ou ainda 25%; a probabilidade de sair uma bola preta seria maior – seria 9/12, ou ¾ ou ainda 75%. Supondo agora que na referida saca havia 12 bolas todas brancas, qual a probabilidade de sair uma bola branca? É evidente que aqui não há propriamente probabilidade mas sim certeza, porque se todas as bolas são brancas não poderá sair nenhuma de outra cor. Porém, ainda assim, em termos de matemática, podemos estabelecer valores numéricos: 12/12=1 ou 100%. Assim, em matemática, a probabilidade igual à unidade, de que ocorra qualquer evento, corresponde à certeza de que esse evento vai mesmo ocorrer.

E podemos mesmo perguntar: qual a probabilidade de sair uma bola preta? É evidente que também aqui não há propriamente probabilidade de sair uma bola preta, porque se todas as bolas são brancas é impossível que saia uma bola preta. Porém, ainda assim, podemos estabelecer valores numéricos 0/12=0. Assim, a probabilidade igual a zero, corresponde à impossibilidade. Quando há a certeza da realização de qualquer evento ou a certeza da impossibilidade de realização, o evento deixa de ser facto aleatório.

Assentamos toda a nossa vida nas probabilidades, mesmo sem darmos por isso. A lotaria, o totoloto, os seguros de vida ou do automóvel, baseiam-se em probabilidades. Qual de nós quando sai de casa para o trabalho, tem a certeza absoluta de que regressa são e salvo? De repente, um acidente qualquer pode levar-nos para o hospital. Um néscio, pensando com ligeireza e manobrando dados com falsa perícia, consegue ter sempre probabilidades iguais a 1 – tudo seguro, tudo certezas; o suicida é aquele que, deitando contas à vida mas errando os cálculos, achou probabilidade igual a zero.

Diz-se por vezes que devemos fazer da nossa vida uma aventura. Sem dúvida, mas primeiro é preciso aprender a lançar dados e a fazer contas. A vida, em geral, sem uma certa dose de imprevistos e de risco, sem probabilidades, seria monótona e insípida. Mas há algumas certezas que devemos ter – temos de ter a certeza de que nada sabemos e que a esta nossa “ignorância” andam copuladas a vaidade e a maldade; temos de ter a certeza de que Deus existe, só pelo simples facto de nós existirmos e n’Ele podermos pensar; e temos de ter a certeza da nossa Salvação. De facto, sem esta certeza não pode haver felicidade, mesmo naquele grau que é pensável e lícito desejar. Especialmente aqueles que não acreditam que na “morte a vida não acaba mas apenas se transforma”, de vez em quando encaram o seu destino eterno com uma certa angústia.

Este assunto não dever ser deixado ao sabor das probabilidades, como se fossemos um toureiro que na arena “tanta e tanta vez, sem temer uma colhida, arrisca a vida com altivez”. A Salvação não é um facto fortuito, aleatório, dom ou benesse que nos é oferecida mas a que somos alheios. A certeza da Salvação é uma realidade espiritual para a qual temos de colaborar conscientemente. É uma espécie de pólipo ou tumor exógeno, visível, que podemos apalpar sem dor ou ansiedade, cujas raízes se vão alimentar nos méritos de Cristo, mas cujo bolbo fibrinoso é um emaranhado da nossa fé, das nossas obras e do nosso amor.

O toureiro quando vai para a lide não pode ter a certeza de que sai incólume dela; no que respeite à Salvação, devemos ter a certeza que o toureiro não tem. Para conseguirmos a felicidade presente e futura, terreste e eterna, podemos de facto fazer desta vida uma grande aventura, desde que não belisquemos a certeza da Salvação. Uma das condições necessárias é não dazer desta vida uma tourada.

laurindo.barbosa@gmail.com

publicado por Fri-luso às 18:02

Outubro 12 2014

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publicado por Fri-luso às 19:40

Outubro 12 2014

 

PREZADO  ANIVERSARIANTE

Alguém me disse algumas vezes que excesso de modéstia é vaidade. E é verdade. A modéstia e a humildade, devem ser manifestadas na justa medida. É possível ser-se modesto por exibicionismo, e proclamarmos com imodéstia que somos humildes. A vida pode ser comparada como sendo uma viagem. Então, sejamos modestos, mas sem deixarmos de viajar em primeira classe: nos transportes, na indumentária, na cosmética, em tudo que denote aprumo, equilíbrio de espírito e pundonor de personalidade, como quem anda sempre a cantar o hino da vitória.

É possível que muitos dos que não se importam de viajar sempre em segunda classe, ao ver a delicadeza do trato, os sorrisos de amabilidade e a elevação de vida, fiquem a desdenhar e a supor-nos com a altivez de quem “tem o rei na barriga”. Desculpemos esse seu desdém até se convencerem de que o nosso estilo de vida não é uma jactância, mas é um direito, mais do que um direito é um dever, pois foi para termos vida abundante que Cristo desceu do Céu â Terra. Nesta data do seu aniversário, venho dar-lhe os parabéns por estar a abrir as portas a muitos dias de viagem, sempre em primeira classe, para o que muito provavelmente não precisa destas minhas considerações. Sendo assim, os seus amigos, que também eles viajam em primeira classe, modestos mas nada orgulhosos, não serão nada modestos a proclamar com orgulho que são seus amigos e o têm como amigo.

Feliz comemoração do aniversário na companhia de toda a família, e que tenha vida abundante por muitos anos, plena de saúde e de tudo de bom que para si mais deseja.

Em meu nome e em nome do nosso BLOG AUTOTES 2

                                                                                                                laurindo.barbosa@gmail.com

 

publicado por Fri-luso às 19:32

Agosto 26 2014

publicado por Fri-luso às 13:04

Agosto 03 2014

 

POSTAL DE PARABÉNS POR ANIVERSÁRIO A QUEM SE CHAME

ROSA MARIA  ou  MARIA  ROSA

 

Prezada Senhora

 

Espero que já tenha reparado que o seu nome é a junção do nome de duas rainhas: rainha dos santos e rainha das flores. É como que uma obrigação, salutar para a alma e consoladora para o espírito, venerar a primeira e gostar da segunda.

Pelo seu aniversário e por todos os dias da sua vida, deve procurar parecer-se o melhor que puder com a flor, e, então, ser-lhe-á muito mais fácil aproximar-se o melhor possível da santa.

Vimos felicitá-la pelo seu aniversário e pelo seu nome, e desejar-lhe que com saúde e longa vida seja sempre Maria, que muito se aproxima da Mãe de Deus por ser nessa sua vida anjo dos homens; que seja sempre Rosa, rosa cheirosa e aveludada, rosa vermelha ou rosa branca, que ama todas as flores e recolhe as suas pétalas caídas num açafate de perfumes, assedado pela sua virtude e dedicação à rainha das santas, e pela sua alegria de dedicação à rainha das flores. Se se dedicar a ambas estas rainhas, com toda a energia da sua vontade e com toda a ternura do seu coração, poderá cantar com exultação o Magnificat da sua Rainha, porque também em si, Rosa Maria ou Maria Rosa, “Deus operou maravilhas”.

Será verdadeiramente feliz, e com a certeza antecipada de que vai ser mesmo assim, nós, eu e o PAZ, apresentamos-lhe os nossos efusivos parabéns.

                                                                                                                                                                              laurindo.barbosa@mail.com

publicado por Fri-luso às 15:44

Julho 14 2014

MITOLOGIA E HOMOSSEXUALIDADE

 

A mitologia greco-romana é uma coisa maravilhosa, não pelo que tem de fantasmagórico, mas pelo que tem de profundidade espiritual. Pelo que se pode deduzir, os povos antigos eram profundamente religiosos, acreditavam em seres supremos a quem era preciso venerar, pois podiam dispor do seu futuro e da sua felicidade. O homem, perante o enigma do Universo e perante o enigma que ele próprio sentia ser, lançou-se a conjecturar engenhosamente, às vezes poeticamente, explicações da vida e da morte, da boa e da má sorte, das guerras e dos ódios, dos seus vícios e das suas virtudes, dos seus amores e dos seus temores, criando personagens, deuses, semideuses, heróis, com características humanas.

Em qualquer mitologia, sejam a clássica dos antigos gregos ou as dos povos orientais e escandinavos, há símbolos das angústias humanas, uma tentativa de explicação da origem das coisas e do fundamento dos sentimentos, o desejo de imortalidade de toda a humanidade, a sua impotência para superar a dor e a morte. Os gregos conceberam um deus supremo, o grande Zeus, pai e chefe de todos os deuses, que, coitado dele, se tivesse existido, teria sido um ínfimo anão e um mísero palhaço, se comparado com o Deus que mais tarde veio a ser proclamado por Jesus Cristo; arquitectaram  uma mansão vasta, talvez feérica, para morada de Zeus e dos deuses seus acólitos, a que chamaram Olimpo, morada que seria divinal, mas não divina, porque divina só aquela morada que é a do Deus que não tem deuses acólitos ou subalternos.

A trindade egípcia, Osíris, Isis e Hórus procurava explicar com alguma beleza e poesia a sucessão dos dias e das noites, mas não será inconsequente vermos nessa trindade a propensão da humanidade para um deus em três pessoas, de alguma maneira a aproximar-se da Trindade proclamada por Jesus Cristo; o mito de Prometeu, na sua complexidade, é extraordinariamente rico em simbologia e significado: foi um titã muito diferente de todos os outros que usou mais a inteligência que a força a favor da humanidade – atribuiu-se-lhe a criação do género humano, a sua posterior salvação do dilúvio, deu-lhe a noção de Tempo, ensinou-lhe a navegação, a medicina e outras coisas e, coisa inaudita que o grande Zeus, o Pai dos deuses, não tolerou, roubou o fogo aos céus para o entregar aos homens para seu grande benefício. Foi expulso do Olimpo, duramente castigado pelas suas ousadias, mas mais tarde foi readmitido ao seio dos outros deuses.

Ora, podemos ver neste Prometeu o impulso da tendência humana, embora inconsciente, a dirigir-se para a figura de Cristo: aproximadamente como Cristo, Ptolomeu foi alguém que amava a humanidade e por isso muito teve de sofrer, um decaído que expiou a sua culpa, com angústias que eram devoradas por novas angústias, uma recondução à felicidade celeste. Em teoria, Zeus poderia ter anulado todos os benefícios que Prometeu concedera à humanidade, mas não o fez, tal como sucedeu com Cristo, que tendo passado a fazer o bem, fez um bem que permanece para sempre.

Parece que num desejo de explicar a vida, justificar sentimentos, desculpar-se dos seus vícios e defeitos, a humanidade criou deuses para tudo, atribuindo-lhes os seus próprios defeitos e para ter símbolos de tudo que é humano. Assim, Jano, o deus romano de duas faces, bem pode ser o símbolo da duplicidade ou hipocrisia humana; Fortuna, que era simultaneamente deusa da felicidade e da desgraça, bem pode ser o símbolo da inconstância e da imprevisibilidade que sentimos na nossa vida; Cronos, deus do Tempo, que devorava os seus próprios filhos, bem pode ser o símbolo do que o tempo tem de implacável e inexorável, que, conforme agora dizemos, “tudo cura e tudo resolve”; Mercúrio era o deus do comércio e do lucro, e se calhar, dos ladrões por essa via; Vénus e Cupido eram símbolos do amor, cada qual à sua maneira –  enfim, há uma enormíssima variedade de deuses de várias categorias para atender os desejos e intenções de todos os mortais. A religiosidade dos gregos era de tal ordem, que eles, apesar de já terem uma legião imensa de deuses para lhes valer nos seus anseios e nos seus receios, chegaram a recear que houvesse um deus que não estivesse a ser honrado, e, para colmatar essa falha, começaram a prestar também culto “ao deus desconhecido”. Coube ao Apóstolo São Paulo, pregar aos atenienses que aquele deus, para eles desconhecido, era exactamente Deus, o único deus verdadeiro.

Enquanto os gregos não abjuraram da sua religião politeísta, tudo era uma cacofonia imensa, histórias e episódios quase sempre sem lógica, porque rocambolescos em que havia de tudo: traições, assédios, violações, estupros, raptos, incestos, roubos, valentias, amores, etc. etc., mesmo tudo. Fernando Pessoa tem um paradoxo notável de grande valor filosófico: o mito é o nada que é tudo. Cada realidade parece fazer parte de uma árvore genealógica cuja raiz é o mito.

No entanto, há pelo menos uma coisa que eu não encontrei na mitologia, pelo que, não tendo como raiz o mito, não devia existir como realidade: a homossexualidade. Sendo um vício da humanidade antiquíssimo, possivelmente tão antigo como a própria humanidade, parece estranho que na mitologia não haja um deus que fosse homossexual, para de certa maneira haver uma grande desculpa para todos aqueles que ao longo dos séculos o têm sido. O exemplo mais antigo de homossexualismo, fora da mitologia, é a poetisa Safo, acusada de vida privada devassa, apesar de ser talvez a maior poetisa da literatura grega. Como era natural da ilha Lesbos, as mulheres como ela passaram a ser lésbicas. Apesar disso, a homossexualidade esteve fora da capacidade de imaginação dos pagãos e não sentiram necessidade do auxílio de nenhuma divindade contra ela. Em matéria de heterossexualidade, toda a mitologia é um manancial inesgotável. Nenhum deus deixou de a praticar, e Zeus deve ter sido o campeão a dar o exemplo! Os íncubos, pequenos demónios masculinos, atacavam as mulheres durante o sono a quererem ter relações sexuais com elas; os súcubos, uns pequenos demónios femininos, atacavam os homens durante o sono a quererem relações sexuais com eles – nada de homossexualidade!

Os cientistas de agora dizem-nos que a homossexualidade em muitas pessoas é coisa inevitável, por ser de origem genética, hormonal, hereditária, etc. Não sou eu que vou desmenti-los, mas vem a talho de foice mais algumas considerações.

Um homossexual que o seja por imperativo da sua natureza, não é culpado, não é por isso que deixa de ser um justo aos olhos de Deus. Ora, segundo a história bíblica, que para os cristãos não deve ser uma simples história, nas cidades de Sodoma e Gomorra viviam muitos homens de vida escandalosa, descaradamente homossexual, por causa do que Deus resolveu destruir as cidades e os seus habitantes por uma chuva de fogo e enxofre, castigo cruel que seria merecido, perante a gravidade do que era feito. No entanto, Abraão, querendo mover a piedade de Deus, tentou demovê-Lo e conseguiu a promessa de que as cidades seriam poupadas, se entre todos os habitantes fossem encontrados dez justos. Como não havia dez justos entre todos, as cidades foram destruídas. Parece que se pode concluir que entre todos aqueles homossexuais, que queriam abusar de três homens/anjos que tinham ido visitar Abraão e estavam a pernoitar em sua casa (Gen 18 e 19), nenhum deles era homossexual sem culpa, por motivos hereditários ou biológicos. Este episódio é una condenação indirecta da homossexualidade.

Por outro lado, também é de estranhar que São Paulo fosse tão severo nas suas Epístolas contra os homossexuais, e não fosse inspirado por Deus para os desculpar, prevendo os casos dos justos  que são vítimas do que não querem.

Cristo avisou-nos: a ciência se multiplicará, e eu espero que a descoberta da justificação da homossexualidade em algumas pessoas, seja de facto um avanço da verdadeira ciência. Será escandaloso que algum cientista se queira aproveitar desta palavra de Cristo para apresentar a descoberta da justificação da homossexualidade como evolução da ciência, fazendo do que Cristo disse beneplácito para apresentar como ciência aquilo que convém.

Nota – O autor julga ter um conhecimento da Mitologia suficiente para, com acerto, falar como falou. No entanto, a Mitologia é tão vasta e complexa que tem de admitir que possa estar enganado, e haja alguma deidade pagã que no imaginário greco-romano tenha sido patrono ou praticante da homossexualidade. Se for esse o caso, agradeço me complete com nomes, episódios, etc., numa cordial colaboração. Obrigado.

laurindo.barbosa@gmail.com

publicado por Fri-luso às 21:06

Julho 05 2014

 

 

POSTAL DE PARABÉNS POR ANIVERSÁRIO, A QUEM ESTÁ DOENTE COM PERSPECTIVAS DE UMA HOSPITALIZAÇÃO

 

Caro Leitor

 

Acompanhei certo dia um amigo na sua ida ao hospital, aonde ia com perspectivas pouco animadoras, talvez mesmo para internamento. Íamos a caminho do autocarro, e eis que ele imprevistamente passou por nós, pelo que, por menos de meio minuto, não foi possível cumprir o desejado. Sabendo quanto o meu amigo precisava de chegar o mais cedo possível ao hospital, eu bradei : Oh! que pena!

Porém, o meu amigo não se mostrou muito contrariado. Como que falando para o autocarro, disse em boa voz: Vai com Deus e em paz, que eu fico em paz e com Deus! Achei substância ao dito, mas também uma certa graça, pelo que não pude evitar uma discreta risada.

Quase a repreender-me, disse o meu amigo: Não te rias, fico com Deus a desejar, a quem lá vai, boa viagem, que todos tenham a saúde e tudo o que quero de bom para mim. Sinto que a melhor maneira de rezar a meu favor é rezar primeiro a favor dos outros. Quando temos pensamentos de amor e paz, é o Espírito que está a habitar em nós.

 

Prezado leitor ou leitora. Também eu agora estou com Deus a acompanhar, à distância, o seu sofrimento, em pensamento que é uma oração pelo seu feliz restabelecimento, ao mesmo tempo que lhe desejo que, apesar de tudo, tenha um feliz aniversário. Não nos podemos eximir ao sofrimento, pelo que mais do que pedir ver-nos livres dele, devemos pedir que ele nos torne mais humanos; que as lágrimas que não pudermos evitar purifiquem a nossa vista, para vermos o que os outros também sofrem; que nos seja dada muita paciência e humildade para suportar benignamente algumas noites de insónia ou mesmo de agonia. 

E, então, caro leitor ou leitora, brevemente regressará a casa, feliz e em paz com Deus, para a Deus agradecer o que de mau já passou e pela presença da família e de muitos amigos. Irá ter motivos e oportunidades de ter muitos sorrisos, para ser optimista e ter coragem para novas provações que de futuro possa vir a ter, sempre com a presença do Espírito a habitar em si.

Confio no que me ensinou o meu amigo: quando falamos aos outros com sinceridade e amor, não somos nós a falar, é o Espírito, é Deus que fala por nós.

Tal com o sucedeu com o meu amigo, terá um bom restabelecimento, seguido de muita saúde e felicidade ainda em longa vida, para, sempre em festa, continuar a celebrar com alegria o seu aniversário. São estes os nossos desejos, a melhor maneira de jubilosamente lhe apresentar os nossos parabéns.

Em meu nome e em nome do PAZ

 

laurindo.barbosa@gmail.com

 

publicado por Fri-luso às 20:49

Julho 05 2014

METANOIA

 

Numa linguagem despreocupada, sem rigor linguístico, podemos considerar a palavra atitude como sinónima de comportamento. Na verdade, atitude e comportamento confundem-se de tal maneira que um comportamento revela por si só a atitude que lhe deu origem, e quando conhecemos as atitudes de uma pessoa, de nada nos admiramos dos comportamentos que ela venha a ter. É que a atitude é uma maneira de pensar, um comportamento é uma maneira de agir segundo a maneira de pensar. Uma grande virtude de cada pessoa será exactamente ter procedimentos consentâneos com as suas atitudes. As nossas atitudes são a nossa cultura, as nossas opiniões e a nossa filosofia de vida; os nossos comportamentos são os actos que praticamos, subordinados ou inspirados pelas atitudes que tivermos. Em Religião, podemos ter várias atitudes: ser católico, ser muçulmano, ser ateu, etc.; em Política, podemos também diversas atitudes: ser meros simpatizantes de certo partido, colaborador desse partido, abster-se de ter partido, etc.

A atitude religiosa leva-nos, talvez, a ir à missa, celebrar a Páscoa, rezar à maneira católica, etc., ou, se formos muçulmanos, rezar à maneira muçulmana, ir a Meca, celebrar o Ramadão, etc. A atitude política leva-nos a vários comportamentos: votar no partido que nos satisfaz pelos seus programas e ideais, participar nos seus comícios, etc.

Metanoia é simultaneamente atitude e comportamento, de tal maneira unidos que é impossível separar a atitude do comportamento e o comportamento da atitude. É um pensar e um agir, de tal maneira que a maneira de pensar implica uma única maneira de agir, e essa maneira de agir é a própria maneira de pensar.

 Numa linguagem sem preocupação de rigor, metanoia pode significar conversão, mas na realidade é muito mais que uma simples conversão. É uma mudança de mentalidade, um movimento profundo e sincero de arrependimento, que nos leva a converter-nos, de alma e coração, e a renovarmos toda a nossa vida espiritual nas nossas relações com Deus e com o próximo, a ver com nitidez a fealdade do pecado e nos faz caminhar na senda da perfeição, tentando corresponder à ordem-convite de Cristo de ser perfeito como o nosso Pai celeste é perfeito. É uma nobreza que nos impõe obrigações, é uma sabedoria que nos impõe responsabilidades, é uma benesse e um dom do Espírito que nos leva a lamentar os pecados cometidos e a deles nos sentirmos envergonhados, com firme desejo de a eles nunca mais voltar.

Na Igreja Católica há um cântico, muito próprio para ser cantado logo após a comunhão, em que se diz:

 

Canta serena, minha alma,

Bela joia em ti reluz;

Já colheste a tua palma

Já a ti desceu Jesus.

 

Quando o nosso espírito por acção do Espírito se abre numa  metanoia, sincera, completa, profunda, irreversível, qualidades sem as quais a metanoia não chega sequer a existir, teremos na nossa incrustada na nossa alma a mais bela das joias.

                                                                                                                                                                                laurindo.barbosa@gmail.com

publicado por Fri-luso às 20:40

Laurentino Sabrosa
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