AUTORES

Fevereiro 02 2012

O LIVRO é um amigo que tudo dá e nada pede, o mestre generoso que não regateia o seu saber nem se cansa de repetir aquilo que sabe ; fiel transmissor da prudência e da sabedoria antigas; consolação das horas tristes que ao prisioneiro faz esquecer o seu cárcere e ao desterrado a sua nostalgia; sedativo das grandes canseiras que nos acompanha, para onde quer que formos com a nossa dor; guia das nossas graves decisões, que abranda o nosso coração nos momentos de dureza e nos dá vigor quando começamos a fraquejar. Um amigo que depois de tudo isto, tem a soberana grandeza de não hipotecar a nossa gratidão. Uma vez lido, colocámo-lo simplesmente na estante ou deixámo-lo esquecido no assento de um carro. Não nos pedirá contas do que nos deu nem guardará rancor se não lhe houvermos agradecido.

Gregório Marañon, em um discurso numa reunião de livreiros. Madrid 1952

publicado por Fri-luso às 17:30

Laurentino Sabrosa
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