AUTORES

Julho 28 2012

 

 

 

 

GRANDES FÉRIAS EM FÉRIAS CURTAS

 

As duas grandes riquezas que temos na vida, por vezes tão malbaratadas, são a saúde e o tempo. Só lhes damos o devido apreço quando sofremos as consequências de não termos tido a sabedoria de, na saúde, a preservar, no tempo, o aproveitar.

Aproveitar a saúde para manter a saúde, e aproveitar o tempo para dizer ao tempo que o sabemos aproveitar, muitas vezes lutando para recuperar a saúde, é a melhor maneira de mostrar a toda a gente que, enquanto estamos vivos, estamos mesmo vivos. Defender a saúde numa alimentação equilibrada e em ritmos ou estilos de vida, aproveitar o tempo defendendo a saúde e a enriquecer-se em virtudes e sabedoria, moral e intelectual, exige grande atenção e sensatez, sem entrega a ócios, a desânimos ou a néscias distracções das realidades da vida. É o contrário disto que quase todos nós fazemos, sobretudo na juventude. E quem quer aproveitar bem o tempo, também tem de, enquanto é tempo, pensar naquele tempo que não é tempo por ser eternidade.

Todos temos de ser matemáticos a resolver uma certa equação com o binómio trabalho-descanso. Para a bem resolvermos, não podemos considerar trabalho como um jugo nem descanso como pasmaceira. Lazer não significa ócio, significa aproveitar bem o tempo, não em desatinos ou indecisões, mas em recuperar energias físicas e morais, fazendo algo de proveitoso, se possível a favor dos outros.

Aos tempos de lazer mais prolongados é costume chamar “férias”. Se qualquer tempo de lazer, nem que seja o intervalo entre o fim de um horário de trabalho e o recomeço de novo horário de trabalho, deve ser um período aproveitado para descontracção e descanso, a favor da saúde e de toda a harmonia tão necessária, as férias devem ser um período mais ou menos longo em que se pretenda essa harmonia mais acentuadamente, em cultura, em alegria e fraternidade.

Grandes férias não significam grandes e onerosas viagens. Mas se tiver oportunidade de ir à Terra Santa, deverá antecipadamente preparar bem essa viagem, para melhor compreender e apreciar o que vai ver e visitar, informando-se, estudando cultural e religiosamente, assim como quem envia para lá o seu espírito para depois o ir lá buscar.

Umas férias devem ser “grandes férias” de preferência a serem “férias grandes”. Devem ser proveitosas, e merecidas por durante os dias de trabalho este ter sido feito com alegria e competência, cumprindo deveres de trabalhador sem, ao contrário do que recomendam os sindicatos, se pensar só em direitos.

Caro leitor, não sou seu patriarca nem o seu guru, mas mesmo assim, recomendo-lhe que tenha grandes férias, curtas que sejam, aproveitando o tempo no restabelecimento da saúde, na restauração de forças, num descanso físico e espiritual, com muita alegria e muita paz. Faça algo de agradável que há muito tenciona fazer mas ainda não fez, conheça melhor a sua cidade, os seus palácios e os seus jardins. Se desejar a concórdia entre toda a humanidade, apreciar a harmonia de todo o Universo, se se sintonizar com a Natureza a respirar ar puro e ouvir melhor o canto dos pássaros, para além de muitas outras coisas que de belo e grandioso até pode improvisar, terá boas e grandes férias e com dobrada satisfação poderá aceitar as nossas amistosas saudações.

Em nome do FRI-LUSO e em meu nome como seu colaborador,

 

laurindo.barbosa@gmail.com

 

 

POSTAL DE PARABÉNS

POR ANIVERSÁRIO

 

Especialmente dedicado a quem se chamar ANA

PREZADA LEITORA

 

Qualquer que seja o seu nome completo, para mim, aqui e agora é simplesmente ANA. E vai ver já porquê. Já reparou nesse seu nome? É nome bíblico de raiz hebraica, que significa “misericórdia”. Além disso, tem a propriedade de ser um palíndromo. Sabe o que isso é? É desculpável que não, por, possivelmente, não ser termo específico da sua área. Pois palíndromo, é uma palavra que, com mais simplicidade, pode ser definida como “palavra-capicua”, porque, tal como as capicuas numéricas, tem sempre a mesma leitura.

Se fazer, das capicuas numéricas, números de sorte pode ser sinal de superstição, é bom fazer do seu nome-capicua um augúrio de felicidade. Espero que já o tenha feito, embora distraidamente, pouco consciente das realidades vividas no seu dia-a-dia. Mas agora, que celebra mais um aniversário com pujança e beleza, e que tem um amigo, embora desconhecido, que a vem felicitar com palavras diferentes das habituais, esse seu amigo vem alertá-la para a beleza do nome e para que faça dele talismã de grande significado espiritual. Para isso deverá ser, não distraída mas conscientemente, a capicua da sorte das pessoas com quem lida, com quem convive, das pessoas que de perto ou de longe mais a amam. A felicidade que conseguir espargir com a ajuda dos seus méritos, bastante com a ajuda espiritual do seu nome a funcionar como capicua da sorte, acabará por ser a felicidade dos que de perto ou de longe mais ama e a sua própria felicidade.

E a minha também. Por isso é com a maior satisfação e alegria que lhe desejo um feliz aniversário, com muita saúde e todas as venturas, não só neste seu dia mas em todos os seus dias de uma longa vida.

laurindo.barbosa@gmail.com

 

publicado por Fri-luso às 12:45

Julho 10 2012

 

 

 

PENSAMENTOS (cont.)

 

PENSAMENTOS

 

59 - A história do “Filho Pródigo”, mesmo sabendo que é uma simples parábola, é a história mais bela, mais comovente, mais sublime, mais espiritual que pode existir, tanto que não pode ser nisso ultrapassada por nenhuma outra: é a atitude de quem sente um arrependimento profundo e humilde, que é premiado por uma atitude de quem perdoa incondicionalmente e com amor. A alegria do Céu com o arrependimento sincero de um pecador é grande mas não atinge o máximo, máximo que só será atingido quando alguém lhe perdoa com alegria, sobretudo quando arrependimento e perdão se verificam no mesmo minuto. Quando um pecador se arrepende, Deus lhe perdoa no mesmo minuto.  

 

60 - Uma das coisas notáveis desta época é a desfaçatez com que certas pessoas dizem e fazem certas coisas. Quase todos os políticos e gente considerada socialmente ilustre, não se envergonham de dar opiniões idiotas sobre aquilo que não sabem, mas querem dar a entender que sabem, não se envergonham dos erros de prosódia que vomitam e da jactância que possuem, por vezes a mostrarem a ignorância que têm. Com satisfação, orgulhosos do prestígio social adquirido à sombra da inversão dos valores e sem vergonha!

Sem vergonha, e é bom que assim seja, por paradoxal que pareça. Porque, se cada um desses viesse a tomar profunda consciência do opróbrio que merece, entraria em depressão pela vergonha dantes não sentida, mas que agora o levaria ao desespero e, então, a taxa de suicídio aumentaria clamorosamente!

 

61 - Quando eu digo a alguém uma verdade e esse alguém não acolhe essa verdade, eu costumo (costumava…) dizer comigo: “o mal é teu que não reconheces a verdade e continuas a viver no erro”. Mas agora, pensando melhor, eu acho que uma das coisas mais tristes é viver no erro, e, assim, eu tenho a tristeza de ver alguém que se furta a acolher a verdade, tristeza não totalmente compensada pela alegria de eu, dentro da verdade, a ter tentado transmitir. Essa tristeza é ainda maior se a pessoa a quem falo é das que mais amo. Uma coisa que deve ser comum a todos nós: quando falamos com sinceridade e amor a alguém, informando, aconselhando, advertindo, não somos nós que falamos, é o próprio Deus que fala por nosso intermédio.

 

62 - Ser optimista, por pensamento positivo e esforço psicológico é muito mas não é tudo. Tudo, é ser optimista por confiar plenamente na protecção de Deus e na Sua Providência. O tal optimista “positivo” diz: “entre mortos e feridos alguém vai escapar”; o optimista “providencial” diz: “o grande mal do Titanic, não foram os icebergs. É que eu não estava lá!”

 

63 - “Por detrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher”. É uma frase feita que, na minha opinião, devia ter sido banida há muito. Aquele “grande homem” que é grande com a ajuda da sua grande mulher, que está por detrás dele, a actuar na sombra como ajudante ou secretária, e se sente bem com isso, para mim já não é grande homem, por estar a ser parasita e a colher louros que em grande parte não lhe pertencem. Aquele “grande homem” que é considerado como tal, apesar de ser ele a estar por detrás da sua grande mulher, que, afinal, é a “abelha-mestra” do prestígio do marido, não é um grande homem – é um pigmeu social que, pela acção dedicada e capaz da sua grande mulher, passa por ser gigante. Neste caso, a sua mulher é duplamente grande: grande pela sua acção inteligente e grande pela humildade, que não se importa de o marido ser o único usufrutuário de uma grandeza que só a ela era devida. Assim, um homem só será “grande homem” se tiver uma “grande mulher”, não “por detrás” nem “à frente”, mas “ao lado”, para que todos vejam e o homem evidencie quanto deve à sua grande mulher, grande pela sua competência e dedicação. Por isso, e concluindo, AO LADO DE UM GRANDE HOMEM TERÁ DE HAVER SEMPRE UMA GRANDE MULHER.

 

64 - Por esse mundo além, há muita gente para quem a vida é uma imposição, não uma doação. Se não fosse a ideia de Deus e a esperança da eternidade, a maioria da humanidade se suicidaria.

Se nós formos dos tais que consideram a vida como uma imposição, é muito possível que, até por isso, estejamos a agudizar a imposição que os outros já sentem. Em cada suicídio há uma certa dose de culpa colectiva. Não falta quem tenha estômago vazio e vida oca. Como disse Georges Bernanos, “no lugar deles eu também iria para a taberna, pois têm mais necessidade de ilusão que de pão”. Sejamos sensíveis a isso e procedamos em conformidade. 

 

PREZADO ANIVERSARIANTE

 

 

 

  Uma sentença, que já vem dos antigos pensadores latinos, diz-nos que O SÁBIO ESTÁ CONSIGO MESMO.

É preciso, porém, saber interpretar esta máxima, para não concluirmos que se deve evitar a vida em comunidade, e que é lícito ensimesmar-se com altivez em pretensa superioridade.

Pelo contrário, esta máxima quer incitar todos a que, pela meditação e introspecção, mais pela sabedoria bíblica que pela sabedoria académica, consigamos um bom e sincero relacionamento com todos. Por um lado, é muito importante que haja essa amizade fraterna, mas por outro lado e para isso, é necessária a amizade que cada qual deve ter por si próprio. Nem sempre é fácil possuir essa auto-estima, e, então, aí temos que a sabedoria do que sabe “estar consigo mesmo” é de primordial importância. É a meditação e a introspecção, é a observação para aprender com os erros próprios e alheios, para se corrigir e aperfeiçoar, não fazendo o que muitos fazem e fazendo o que muitos não fazem: ser delicado sem afectação, ser forte ou chefe sem ser prepotente, corajoso mas também prudente, sem arrogâncias mas também sem subserviências.

Viver é um ofício que, para ser bem desempenhado, também exige carisma, e o carisma de viver exige termos simpatia, empatia e competência, que o saber “estar consigo mesmo” muito ajudam a adquirir e a preservar. Porém, é sempre possível melhorar, e então, no seu dia de aniversário, o meu convite é para que continue no caminhar dessa sabedoria, agora mais conscientemente.

Prezado(a) Aniversariante. Todas as idades têm as suas crises. São as crises da adolescência e da juventude, são as crises da menopausa, da andropausa e as da terceira idade! Com “carisma de viver” e com a sabedoria de saber “estar consigo mesmo”, vai superar todas as crises! Parabéns pelo aniversário, com saúde e felicidade em longa vida, em nome do FRILUSO e em meu nome pessoal, como seu colaborador.

 laurindo.barbosa@gmail.com

publicado por Fri-luso às 16:47

Laurentino Sabrosa
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